O Olho de Hochelaga


Six x Siouxsie


No do post sobre Marie Antoinette do blogue do Aílton, ele diz que não conhecia muito as músicas de (dentre outras bandas) Siouxsie & The Banshees. Nos comentários, o Carrard destacou Hong Kong Garden, o Walis falou que a banda (dentre outras) était de la merde, eu fiz um elogio torto dizendo que a banda não tinha nenhum grande disco, o Alpendre defendeu Kaleidoscope + Juju e A Kiss in the Dreamhouse e eu me pergunto se eu não estava enganado.

Hoje me deu uma febre de Siouxsie e, como estou longe de meus CDs mais antigos, o jeito foi apelar para as ferramentas da web. Com vocês, meus momentos favoritos da Siouxsie no youtube:



Não vendo aí em cima tente em http://www.youtube.com/watch?v=PF0OjrFIVWY

Hong Kong Garden, 1978. Era originalmente um single, entrou em algumas edições do primeiro disco, The Scream. Uma dos clipes mais deliciosamente datados que conheço. A Siouxsie já tinha uma voz poderosa e todas garotas dos anos 80 queriam dançar como ela. A música é do caralho e a banda mandava bem.



ou: http://www.youtube.com/watch?v=YP-ZUbSmkRM

Arabian Knights, 1981. Essa é do disco Juju. Começa como um dos cinco clipes mais desconectados da música de todos os tempos, mas no meio tem um chromakey vagabundo dos mais interessantes. Em todo caso, é uma das melhores melodias da banda.



ou http://www.youtube.com/watch?v=k_Qe8d95vCc

Dear Prudence, 83. Originalmente um single, entrou no disco Hyena (84) nos EUA, tornando-se o grande sucesso da banda por estas plagas. Era uma das poucas bandas punk com uma ligação forte com os Beatles. Cover poderoso, clip fuleiro.



ou http://www.youtube.com/watch?v=lLP35SNOSDY

Cities in Dust, 1986. Do Tinderbox. Primeira música da Siouxsie que conheci, presença constante em festas. É outra batida, com ótimo arranjo, plagiado pelo Capital Inicial. Gosto do clipe até hoje.



ou http://www.youtube.com/watch?v=i41W-NIjMfs

Peek a Boo, 1988. Do Peepshow. Uma das músicas pop mais experimentais de todos os tempos. A banda aprendeu a tocar a música ao contrário, a voz dela entrando em cima da gravação em reverse. Grande clipe.



ou em http://www.youtube.com/watch?v=FBm-m67d3Bg

Kiss Them For Me, 1991. Do Superstition, que achava um disco fraco. Escutando a música hoje em dia, me dou conta como era ótima. Aos 33 anos, Siouxie resolveu mostrar o que os quilos de maquiagem não deixavam: que era uma mulher bonita. E dançava muito bem.


E One x The Creatures



ou http://www.youtube.com/watch?v=0wnjZrRCmDc

Mad Eyed Screamer, 1981. Da The Creatures, a outra banda da Siouxsie e o marido percussionista, que contou até com Robert Smith na guitarra.

Escrito por Milton do Prado às 21h28
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Enquanto isso, na sala de justiça...


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Peço desculpas a todos por passar mais de um mês sem postar. Simplesmente ando atolado de coisas pra fazer, principalmente na universidade, e resolvi me afastar. Devo voltar aos poucos, mas a coisa só deve voltar ao normal lá por maio. Peço desculpas especiais a quem escreveu comentários que eu nem tive a dignidade de responder.

Também é preciso dizer que me enchi um pouco o saco da internet em geral, e dos blogues em particular - incluindo aí o meu. Andava me aborrecendo mais facilmente do que de costume com o que lia, então me pareceu natual dar um tempo. Foi bom para repensar inclusive o tipo de coisa que acho legal colocar aqui no blogue, o tipo de reflexão que é mais adequada para esse tipo de espaço etc. Ou seja, há males que vem para o bem bla bla bla, então acho que quando voltar vou escrever com mais prazer.

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Outra coisa que me ocupou foi finalizar o site da Clube Silêncio, que está no ar desde fim de março. A partir de agora, as notícias da Clube podem ser conferidas lá, embora eventualmente eu avise algo por aqui.

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Les États Nordiques (2005) é provavelmente o melhor filme québecois recente que vi (recente quer dizer "lançado nos últimos dez anos"). A habilidade com que o filme salta da ficção para o documentário, sem nunca querer dar uma de esperto (no sentido em que tem gente que acha que está na vanguarda do documentário hoje em dia sem nunca ter visto Jean Rouch) é impressionante. E tem algumas das melhores imagens do inverno no grande norte que já vi.

Aliás, ainda na seara documental, La Pelota Vasca é quase o contrário: um filme que estabelece limites de um certo tipo de documentário com "talking heads"e faz o máximo que se pode com isso, explorando ao máximo a complexidade do tema e levando em conta a possível não-familiaridade com o mesmo. Um documentário fortíssimo, que faz excelente uso do filme que Orson Welles rodou na Espanha, e que me faz mais uma vez pensar em Julio Medem como um dos nomes mais interessantes do cinema atual.

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Nunca pensei que o curso do mestrado que iria mais me empolgar seria um curso: a) sobre Hitchcock, de quem já tinha visto e revisto quase tudo; b) ministrado por um especialista em semiótica, disciplina que geralmente associo a scholars com alta propensão masturbatória.

Mas foi o curso onde mais li, onde mais me empolguei discutindo os filmes e onde vi as melhores análises, feitas pelo mestre Martin Lefevbre. No final fiz uma apresentação sobre os wrong films, quer dizer, aqueles filmes que por um motivo ou outro não deram certo - e não somente os piores. Esclareço que minha abordagem passou longe do cinismo-aplicado reinante, daqueles que acham o máximo soltar gracinhas sobre as ditas "porcarias". Estou fora! O que me interessava é descobrir o que "deu errado" nos filmes de um diretor que era obcecado com a eficiência.

Valeu para ver Waltzes from Vienna e descobrir que o filme não é tão abominável quanto o próprio Hitch pregava. E rever duas vezes Family Plot, filme cuja beleza só cresce a cada revisão.



Escrito por Milton do Prado às 12h42
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