O Olho de Hochelaga


Top Scorça


Sem tempo para escrever, nada como um Top do Scorsese para homenagá-lo nesta semana de Oscar (e imitar o Sérgio Alpendre, que fez o mesmo):


1- Taxi Driver
2- Raging Bull
3- Goodfellas
4- "Life Lessons" (episódio de New York Stories)


5- The Last Temptation of Christ
6- After Hours
7- A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies
8- Mean Streets
9- The King of Comedy


10- Bringing out the Dead
11- Cassino
12- Alice Does't Live Here Anymore
13- Cape Fear
14- The Departed
15- New York, New York
16- The Age of Innocence
17- Gangs of New York
18- Boxcar Bertha
19- The Aviator
20- The Color of Money
21- Who's That Knocking at My Door?


22- Kundun



Escrito por Milton do Prado às 12h42
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Resnais, 84 anos


Graças à estranha estratégia de lançamento em Quebec, que jogou nos cinemas o primeiro filme depois de ele já estar disponível em DVD, vi Pas sur la bouche e Coeurs com pouco mais de diferença entre um e outro. E agora é que estou entendendo o caminho que esse velhinho de 84 anos tem percorrido desde, digamos, os anos 80: aproximando o cinema do teatro para ser mais cinema, procurando no artifício a verdade humana que não se encontra em (quase) nenhum documentário humanista. Resnais e Manoel Oliveira comprovam que não há a mínima necessidade do viagra criativo.

Confesso que quando vi Melo ali por 91, não somente não me empolguei com o filme como criei uma antipatia total pela Sabina Azéma e sua interpretação pra lá de artificial. Não morri de amores também por Smoking, tanto que nem vi seu filme-gêmeo. Para onde estava indo o cara que criou preciosidades como Hiroshima mon amour e Ano Passado em Marienbad? Foi só com On connaît la chanson que a ficha começou a cair.

Pas sur la bouche é uma ode ao amor e às confusões amorosas, onde a música releva (e revela) os sofrimentos mais escondidos e onde reina, apesar de tudo, a alegria de viver. O musical permite isso. Quem, equivocadamente, achava que o velhinho tava ficando gagá e otimista, precisa ver Coeurs para saborear um dos pratos mais amargos, apesar de saboroso, do cinema atual. E tem mais: todas as qualidades de Pas sur la bouche (a incrível unidade de tom, a impecável mise en scène, o elenco em uníssono) estão presentes e ainda mais acentuadas no novo filme. E tem uma das cenas mais bonitas na sua simplicidade que vi nos últimos tempos, onde fica comprovado que Pierre Arditi é um dos melhores atores vivos.


Pas sur la bouche (2003)
Coeurs
(2006)



Escrito por Milton do Prado às 23h44
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faxina


Fiz uma pequena faxina nos links ao lado. Muita coisa se foi (Cine Imperfeito, o blogue do Aguilar), outros mudaram de nome (que maniazinha, hein?) e outros novos foram acrescentados, como a CINEMA SCOPE, a ROUGE, e os blogues do Rodrigo, do Júlio e do Lucian. Recomendo visitas constantes a todos eles. O Egídio fechou o blogue antes de eu o lincar, mas promete um novo em breve.


Escrito por Milton do Prado às 16h18
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Letters from Iwo Jima


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Um dos melhores diretores americanos em atividade, Eastwood ainda é capaz de surpreender sem recorrer a invencionices. Seu último filme costura com muita inteligência a história pessoal de três combatentes japoneses em Iwo Jima para construir um filme de guerra à antiga e ser completamente novo. Em poucos filmes de hoje vemos AÇÃO (com maiúsculas, nada de picotar tudo para fazer cócegas aos olhos) como nesse aqui, e a construção dos personagens e do espaço é tão boa que a sensação é de estarmos juntos lá nos campos de batalha. Claro que a nova tecnologia ajuda bastante a criar imagens impressionantes, mas é preciso sensibilidade e mão firme para não sucumbir à tentação do efeito. Spielberg sucumbiu em Soldado Ryan, filme que possui pontos em comum com este (a fotografia, o desembarque), o que fica evidente na construção dramática molenga (do Spielberg) e no artifício do final "atual" esticado e lacrimoso. Letters from Iwo Jima também usa esse artifício, sendo para mim é um ponto fraco do filme, mas Eastwood é tão inteligente que faz com que a cena dure poucos minutos, sem encher o saco de ninguém. Uma lição talvez tirada de Fuller (e o filme me lembrou Baionetas Caladas, nem sei exatamente por que): ação com gente de verdade. Spielberg produziu, em mais um ato de reconhecimento a um dos grandes diretores vivos. Agora vem a dúvida: encarar um cinema no outro lado de Montreal ou esperar 5 dias pelo DVD para ver Flags of our Fathers?

Letters from Iwo Jima



Escrito por Milton do Prado às 12h49
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