O Olho de Hochelaga


Isto é cinema!


Que beleza!

Tipo de coisa que faz o cara que não se interessa muito por futebol ficar "seco" pela copa.


Escrito por Milton do Prado às 10h16
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LOST, ano 2, sem spoilers

(Ou quase: no penúltimo parágrafo eu me dei o direito de comentar algumas revelações do último capítulo dessa temporada. Acho que não faz a menor diferença para quem não viu, mas quem preferir manter o mistério absoluto, basta pular o trecho que AVISA EM CAIXA ALTA o início e o fim dos spoilers)

Ao final da segunda temporada de Lost, percebe-se claramente, na imprensa e na opinião de fãs, uma tendência a relativizar suas qualidades. Isso se deve em parte, evidentemente, a uma desacelaração da adrenalina em vários momentos, mas também a um certo refluxo depois da exaltação talvez exagerada ao fim do primeiro ano.

O momento para falar um pouco sobre a série parece ser, então, oportuno. E a análise vai ser feita a partir da experiência de um espectador que tem um contato forte com a televisão, mas pouquíssima intimidade com séries, principalmente aquelas que precisam de um acompanhamento mais ou menos constante da trama. Como já faz alguns anos que tais séries são consideradas como boa parte da melhor produção norte-americana, está confessada aqui a limitação e acionado o “foda-se”.

Pois bem, faz muito tempo que uma série não capta meu interesse de forma tão intensa, para além de qualquer hype. Ela tem muito pouco de Twin Peaks, que nos fazia admirar pela ousadia. Tem um pouco mais de Arquivo X, que conseguiu construir todo um universo de referência, baseado em boa parte no mistério que criou. Mas creio que Lost é de outra natureza.

Ancorado no sucesso de outras realizações para TV (cuja mais famosa, Alias, me seduziu até o terceiro episódio), J.J. Abrams ficou à vontade para criar uma série mais ambiciosa. Lost desenvolve-se a partir de um mistérios absurdo no presente e camadas de flashbacks de vários personagens que vão, aos poucos, dando pistas sobre esses mistérios. Boa parte do sucesso da série se dá, inclusive, pela possibilidade de desenvolver diversos personagens de uma maneira que seria impossível num filme. Ao mesmo tempo, equilibrar esse desenvolvimento com a história na própria ilha (os episódios mais fracos são justamente quando os personagens são psicologizados demais e a ação na ilha perde importância). Você tem então diversos mistérios pessoais a serem revelados, cada um contribuindo a explicar aos poucos (bem aos poucos) o mistério geral da ilha.

Há dois grupos de espectadores com grandes medos em relação ao futuro da série. O primeiro tem medo de que as coisas fiquem sem explicação demais (um pouco como em Arquivo X), o que seria certamente uma trapaça narrativa mesquinha. Em uma entrevista, os criadores da série já garantiram que isso não acontecerá. Ainda lançaram mão de uma metáfora: como numa viagem de Los Angeles a Las Vegas, eles sabem exatamente de que ponto partiram de LA e em que ponto vão chegar a LV, mas se a viagem está agradável eles podem parar em algumas cidades, talvez voltarem para conhecer algum lugar de que gostaram muito mas não tiveram tempo de explorar, até mesmo pegar alguns desvios de rota que eles achem que vão enriquecer a viagem; mas o final vai ser naquele ponto específico de LV, e alguns pontos determinados desde o início têm obrigatoriamente que serem percorridos.

O outro grupo é dos espectadores que têm medo que a série perca a graça à medida que os mistérios sejam solucionados. Esse risco sempre existe quando se trabalha com expectativas, mas tenho a impressão que felizmente o medo esse grupo é infundado. A extrema competência com que a série é levada (não somente a evidente competência técnica) é muito baseada na estrutura que foi criada, na capacidade de desviar dessa estrutura quando é necessário (o episódio, no ano 2, que narra os 48 dias do outro grupo, é um exemplo disso), e no admirável controle da dosagem das informações. Claro: eles planejaram a viagem LA-LV para um tempo mínimo X, e ficariam muito tristes se, na hipótese da série não fazer sucesso, eles tivessem que resolver tudo mais rapidamente.

Do jeito que vai, Lost deve durar no mínimo quatro sessões. Não somente por causa do sucesso, mas pela forma com que vem sendo desenvolvida – o primeiro ano foi sobre a descoberta da ilha, o segundo sobre a escotilha, o terceiro eles prometem ser sobre Os Outros, isto é, ainda vai sobrar coisa para falar. (ATENÇÃO, POSSÍVEIS SPOILERS) Porque, se agora a gente sabe que a ilha é localizável, que a atividade eletromagnética foi responsável, provavelmente, pela queda do avião, ainda restam perguntas antigas sem resposta a vista (por exemplo, por que boa parte daquelas pessoas na ilha se cruzaram no passado?). Nunca é demais lembrar de um detalhe fantástico desse último episódio: pela primeira vez a série saiu da ilha sem ser num flashback (com direito a personagens falando - como foi escrito em alguns jornais americanos - russo!!!). O que permite deduzir algumas possibilidades bem plausíveis, como a que o sogro de Desmond é que financia todo o experimento na ilha. Mas e daí? (FIM DOS SPOILERS)

Para alimentar tantas histórias e possibilidades, só recorrendo a antigas referências, costurando-as de maneira extremamente eficiente. Pois parece que o universo de Lost tem muito de coisas tão díspares quanto A Ilha Misteriosa (série camp exibida dentro do Banana Split Show), Survivor (sim, o reality show), e até mesmo de A Fúria (De Palma) e Solaris (Tarkovsky), entre outros. Claro que algumas dessas suspeitas minhas podem não corresponder às explicações futuras, mas tenho certeza que elas passam como possibilidades na cabeça dos criadores – nem que sejam possibilidades para alimentarem as cabeças dos espectadores. Nessa bela dosagem de mistério e costura de referências, baseados numa estrutura espertíssima, criando clifhangers com maestria e com o desenvolvimento satisfatório dos diversos universos individuais, Lost é uma das séries de TV que melhor souberam explorar o formato. Espero que no futuro eu não tenha que admitir, como Locke, que “eu estava errado”.



Escrito por Milton do Prado às 23h09
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Que porra é isso?



Vi o trailler disso no cinema.

Um documentário sobre a campanha do Al Gore contra os efeitos do superaquecimento global???

Assustador, mas não pelos motivos que os produtores imaginam.




Escrito por Milton do Prado às 20h44
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Se eu estivesse em Poa, não perderia por nada



Escrito por Milton do Prado às 17h25
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corte frio


Depois de lançarem um dos primeiros megahits eletrônicos no fim dos anos 80, mixando Ofra Haza com uma batida hipnótica irresistível (não lembra? Procure na trilha de Colors - Cores da Violência), os ingleses do Coldcut resolveram criar seu próprio selo. O resultado é a fonte de algumas das coisas mais legais surgidas nos últimos anos, muito mais ligada ao groove e à experimentação do que à dance music propriamente dita, com uma receita básica, ou seja, dar o melhor ambiente de criação aos músicos e não interferir em nada no processo, a não ser que seja chamado. Uma rápida olhada no site não deixa dúvida: os artistas do Ninja Tune fazem parte de uma família, mas são considerados individualmente e não são obrigados a fazerem a mesma música. Qualquer coletânea do selo é um deleite aos ouvidos, um prazer garantido a quem não se importa com gêneros e gosta de música realmente interessante.

Pois então, nos anos 90 a Ninja Tune viu a necessidade de abrir um escritório na América do Norte, pois o número de artistas contratados no novo mundo estava aumentando. Escolheram abrir em Montreal: fora dos EUA, ambiente musical efervecente e, last but not least, aluguéis mais baratos foram os motivos da escolha.

Sábado passado essa filial fez 10 anos, e para comemorar, um dos shows mais divertidos que vi por aqui. A abertura com dois DJs de que não lembro o nome foi OK, mas o melhor veio depois. Primeiro, a apresentação do maluco Kid Koala, um canadense descendente de japonês que fez um set em três tempos: tocando hits rock'n'roll mixando-os ao vivo, uma pequena pausa com um Mosquito's Blues feito só de scratches e um set com peças próprias. Alucinante.

E no final da noite, o prato principal: a volta do Coldcut, lançando um álbum depois de vários anos atuando só (e bastante) como produtores. A dupla de DJs é acompanhada por um MC e uma dupla de VJs - e é bom lembrar que o Coldcut é pioneiro na utilização de imagens ao vivo. Mesmo levando em consideração os limites do formato, o resultado é simplesmente fantástico, com os famosos scratchs visuais, camadas de sobreposição, composição em duas telas e tudo mais. As músicas do disco novo são ótimas, mas os caras não são bobos nem nada e no final tascaram uma Paid in Full com direito a Ofra nos telões. O baixo era daqueles que te levantava do chão mesmo que tu não quisesse. No bis, Kid Koala volta para tocar junto e todo mundo dança espantado, vidrado no palco.

Festa de primeira. E nem precisei de muito carburant: um whiskezinho, umas cevas, uma cigarrilha e tava tudo pronto.


Escrito por Milton do Prado às 14h23
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Top anos 80: lista reserva


Aí vão outros filmes entre meus preferidos nessa década.

Mais ou menos nessa ordem, até o trigésimo.

Depois tem um grupo do 31 ao 40, sem ordem interna.

E depois é meio sem pensar em ordem, mas que vale uma citação aqui.

21. Veludo Azul, Lynch
22. Drugstore Cowboy, Van Sant
23. Cão Branco, Fuller
24. O Exterminador do Futuro, Cameron
25. Não Matarás, Kieslovski
26. Os Olhos da Cidade São Meus, Luna
27. Kung-Fu Master, Varda
28. A Rosa Púrpura do Cairo, Allen
29. Asas do Desejo, Wenders
30. Os Caçadores da Arca Perdida, Spielberg

Que é que eu Fiz para Merecer Isso?, Almodóvar
Eles Vivem, Carpenter
Brazil o Filme, Gillian
Jane B. par Agnes V., Varda
Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu, ZAZ
Tales from the Gimli Hospital, Maddin
Faça a Coisa Certa, Lee
Noites de Lua Cheia, Rohmer
Possessão, Zulawski
Body Double, De Palma

ET, Spielberg
A Ultima Tentação de Cristo, Scorsese
O Iluminado, Kubrick
Um Lobisomem Americano em Londres, Landis
Down By Law, Jarmush
Strangers in Paradise, Jarmush
Zelig, Allen
Depois de Horas, Scorsese
Uma Cilada para Roger Rabbit, Zemeckis
Cinema Paradiso, Tornatore
A Nigthmare on Elm Street, Craven
Medea, Von Trier
Speaking Parts, Egoyan
A Mosca, Cronenberg
Kagemusha, Kurosawa
Os Eleitos, Kaufman
Ran, Kurosawa
Quando Papai saiu em Viagem de Negócios, Kusturica
Excalibur, Boorman
Viver e Morrer em L.A., Friedkin
Blade Runner, Scott
Walker, Alex Cox
Sorgo Vermelho, Yimou
De Repente num Domingo, Truffaut
Deu Pra ti Anos 70, Nadotti e Assis Brasil
Pixote, Babenco
Os Vivos e Os Mortos, Houston
The Company of the Wolves, Jordan
The Hit, Frears
The Umbelievable True, Hartley
Gosto de Sangue, Coen Bro.
Furyo, Oshima

2 curtas e 1 média:

Ilha das Flores, Furtado
Barbosa, Furtado e Azevedo
O Superoutro, Navarro



Escrito por Milton do Prado às 09h03
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Top 20 anos 80


Mais uma vez, incentivado pela Liga dos Blogues Cinematográficos, faço minha lista de 20 filmes da década, desta vez da de 80 (vejam o Top 20 anos 90).

Foi nos anos 80 que me tornei cinéfilo. Em novembro de 1985, meu pai me ligou do trabalho pedindo minha opinião sobre um consórcio de um video-cassete (sim, existiam consórcios para video-cassete!!!). Eu disse sim, o velho entrou e ganhamos no primeiro sorteio. Até hoje não sei se meu pai deu um lance e não quis dizer ou se foi sorte, mesmo. Aposto na segunda opção, mas há um conto baseado na primeira.

Então, em dezembro já estávamos com nosso Sharp 4 cabeças, teclinhas coloridas e controle remoto com fio (sim, existia controle remoto com fio!!!). E havia a promoção do Video Clube do Brasil, aquele da sacolinha azul: comprando um Sharp, você ganhava a associação gratuitamente. No meu primeiro fim-se-semana, O Império Contra-Ataca, Rooster Cogburn e As 1001 Noites de Mr. Magoo. Pagávamos uma mensalidade, com direito a três filmes no fim-de-semana, dois durante a semana. Nas férias, chegava a trocar os dois filmes no mesmo dia. Era algo meio doentio, mas ser adolescente numa cidade como Aracaju dava nisso. Então, para complementar as idas ao Cine Palace, Aracaju e os suspeitos Rio Branco e Plaza, o Video Clube do Brasil era excelente, para não dizer melhor.

Logo, boa parte da minha descoberta cinematográfica se deu por pavorosos VHSs, os melhores deformadores cromáticos e de enquadramento que existem. Lembro, por exemplo, da famosa fita pirata do Veludo Azul: uau, mal dava pra ver o branco do olho da Isabella Rossellini! Mas foi graças ao VHS que descobri Fuller, Carpenter, Cronenberg, Leone e vários outros que continuam no meu panteão de preferidos. Da lista abaixo, somente Gremlins foi visto primeiramente no cinema.

Por vários motivos, foi mais difícil fazer esse Top 20 do que o da década de 90. Segui única e exclusivamente meu gosto pessoal, obviamente moldado e modificado por anos de cinefilia - e quem não gostar da lista tem aqui um trocadilho pronto. Caguei para diretores que são uma espécie de símbolo da época, mas que para mim não significam nada. Foi muito fácil de escolher o primeiro colocado, depois os quatro seguintes, mas depois foi jodo duro. Também não me privei de colocar mais de um filme de um mesmo diretor, e o resultado foram dois filmes do Wim Wenders (sim, nos anos 80 ele ainda era bom!!!), dois do Cronenberg e dois do Carlão. Não é exagero dizer que o cinema para mim pode ser uma mistura dos três e de suas respectivas influências.

Como todo ataque nostálgio, esse meu é bastante mentiroso, pois alguns filmes que constam deste Top 20 foram descoberto depois (caso dos filmes do Carlão). A maioria foi revisto várias vezes, outros, como A Noite de São Lourenço, ficam na memórica veagaéssica. Vários filmes que em 89 eu idolatrava hoje não merecem mais que um pequeno espaço no meu coração, ali em cima do átrio direito. Mas é impossível fugir dessa época de descoberta. Muitos se referem aos anos 80 como década perdida. Para mim, ela foi um achado.

MEU TOP 20 ANOS 80, HOJE:


1. Once Upon a Time in America (Era uma Vez na América, 1984), de Sérgio Leone
2. Cabra Marcado Para Morrer (1985), de Eduardo Coutinho
3. Videodrome (Videodrome - A Síndrome do Vídeo, 1983), de David Cronenberg
4. Der Stand der Dinge (O Estado das Coisas, 1982), de Wim Wenders
5. Paris, Texas (1984), de Wim Wenders


6. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach
7. Blow out (Um Tiro na Noite, 1981), de Brian De Palma
8. Dead Ringers (Gêmeos - Mórbida Semelhança, 1988), de David Cronenberg
9. La Ley del Deseo (A Lei do Desejo, 1987), de Pedro Almodóvar
10. The Elephant Man (O Homem Elefante, 1980), de David Lynch


11. Dom za vesanje (Vida Cigana, 1988), de Emir Kusturica
12. E la Nave Va (1983), de Federico Fellini
13. Gremlins (1984), de Joe Dante
14. Offret (O Sacrifício, 1986), de Andrei Tarkoviski
15. Raging Bull (Touro Indomável, 1980), de Martin Scorsese


16. La Notte di San Lorenzo (A Noite de São Lourenço, 1982), de Paolo e Vittorio Taviani
17. Krótki film o milosci (Não Amarás, 1988), de Krzysztof Kieslowski
18. O Império do Desejo (1980), de Carlos Reichenbach
19. Fanny och Alexander (Fanny e Alexander, 1982), de Ingmar Bergman
20. The Thing (O Enigma de Outro Mundo, 1982), de John Carpenter


PS: Nos próximos dias, seguirá uma lista complementar.


Escrito por Milton do Prado às 15h09
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Duas perguntas


Será que esse filme é uma merda?

Qual será o título que ele vai receber se for lançado no Brasil?


Escrito por Milton do Prado às 15h25
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Tropical Malady


Quem manda gastar os termos no post anterior?



Poesia estranha é isso aqui. Uma das maiores experiências cinematográficas, em muito tempo.


Escrito por Milton do Prado às 21h03
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O primeiro Garrel a gente nunca esquece


Só para deixar registrada minha felicidade de ter visto meu primeiro Philippe Garrel ontem, no cinema, projeção perfeita.

Como me lembrou o Fabiano de Souza, uma vez ele estava em Paris e viu o Sauvage Innocence numa mostra do realizador que tinha o seguinte mote: - Venha rever ou até mesmo descobrir um dos mais injustamente esquecidos diretores de todos os tempos.



Ainda estou sob o impacto da poesia estranha de Amants Réguliers, claramente derivada da Nouvelle Vague, para o que contribui a belíssima foto PB e o enquadramento 1,37:1 ou algo próximo, e bela trilha do Jean-Claude Vannier (que foi o produtor dos melhores discos do Gainsbourg). O filme é dividido em duas partes, 68 e 69 (talvez já tenham pensado nessa sacada antes, mas para mim era inédita!). As cenas da revolta nas ruas são geniais, e é praticamente impossível não se deixar levar pela paixão do casal central, o que dá ao filme um certo ar de resposta ao The Dreamers, ainda mais que tem como protagonista o Louis Garrel - e há mesmo uma brincadeira rápida com o Bertolucci. No final, não tem como não pensar que o italiano saiu perdendo feio.

Vai ficar sem cotação, pois isso não importa muito, mas ficaria entre 4 ou 5 estrelas. Preciso antes que as impressões se sedimentem um pouco. Mas que é uma das coisas mais bonitas que vi nos últimos tempos, não tenho dúvida.

Aliás, essa mostrinha promete mesmo!



Escrito por Milton do Prado às 12h41
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